Avaliação de desempenho: seis critérios, nota de 1 a 5 e o que fazer com o resultado
Uma avaliação de desempenho só serve quando a pessoa avaliada entende o que foi medido e o que muda depois. Esta página mostra os seis critérios que o TexRH usa, como a nota é calculada, quem avalia, quem enxerga o resultado e onde o sistema deliberadamente para.
Para que serve a avaliação de desempenho:
A avaliação de desempenho existe para transformar uma impressão em registro. Em empresa de dez a trezentas pessoas, quem decide normalmente já sabe quem está indo bem. O problema é outro: essa percepção não está escrita em lugar nenhum, muda conforme o mês, não sobrevive à troca de gestão e não dá para mostrar a ninguém.
Quando a avaliação é periódica e escrita, três coisas mudam. A conversa de retorno deixa de ser uma surpresa, porque existe um documento anterior a ela. A decisão sobre promoção, mudança de função ou aumento passa a ter histórico, e não depende de quem lembrou de quê. E a pessoa avaliada consegue ver, de um período para o outro, se o que combinaram mudou de lugar.
O inverso também é verdadeiro: avaliação feita uma vez, guardada numa pasta e nunca mais lida é trabalho perdido, e a equipe percebe isso rápido. O que decide se o processo vale a pena não é a ferramenta, é a devolutiva.
Os seis critérios, e o que cada um observa:
O TexRH trabalha com seis critérios fixos, iguais para toda a empresa. São poucos de propósito: lista longa faz quem avalia preencher no automático.
- Produtividade: o volume de trabalho entregue no período, considerando o que era esperado da função.
- Qualidade do trabalho: quanto do que foi entregue precisou voltar para correção ou gerou retrabalho para outra pessoa.
- Pontualidade e assiduidade: presença e cumprimento de horário combinado. Observe que este critério é um julgamento de quem avalia, e não um número vindo do relógio de ponto.
- Comunicação: clareza ao avisar, ao pedir ajuda e ao responder, dentro e fora da equipe.
- Trabalho em equipe: disposição para colaborar, dividir informação e sustentar o combinado com outras áreas.
- Iniciativa e proatividade: o que a pessoa resolve antes de alguém pedir.
Esses critérios não são configuráveis no sistema, e isso é uma escolha com custo e com benefício. O custo é não poder criar um critério específico para uma área. O benefício é que a avaliação de alguém do administrativo e a de alguém do atendimento falam a mesma língua, e o histórico continua comparável quando a pessoa muda de setor.
A nota de 1 a 5, e por que a média não é o resultado:
Cada critério recebe uma nota de 1 a 5, e a nota geral é a média dos critérios preenchidos, arredondada em uma casa decimal. Critério deixado em branco simplesmente não entra na conta, em vez de virar zero e derrubar a média de quem não foi avaliada naquele ponto.
A média é um resumo, não a conclusão. Duas pessoas com 3,8 podem estar em situações opostas: uma com tudo em 4 e outra com cinco critérios em 4,5 e um em 1. O que informa a decisão é o critério mais baixo, e é por isso que a tela de detalhe mostra a nota de cada item, e não só o número final.
Uma recomendação prática sobre a escala: combine antes o que cada nota significa. Sem isso, 3 vira "não quis magoar" e 5 vira "gosto da pessoa", e a avaliação deixa de medir qualquer coisa já no segundo ciclo. Uma definição simples que funciona: 1 abaixo do aceitável, 2 abaixo do esperado, 3 dentro do esperado, 4 acima do esperado, 5 referência para os demais.
Quem avalia, quem edita e quem vê:
No TexRH, quem cria uma avaliação é a administração, o RH ou quem tem perfil de gestão. A avaliação fica registrada com a pessoa avaliada, o mês de referência e quem avaliou.
Depois de criada, a edição é restrita: quem tem perfil de gestão só altera a avaliação que ela mesma criou, e a exclusão fica com a administração e o RH. Isso evita a situação em que uma nota desconfortável desaparece sem rastro.
Do outro lado, a pessoa avaliada enxerga apenas as próprias avaliações, e só para leitura. Essa decisão é de agosto de 2026 e segue o art. 18 da LGPD: o titular tem direito de acesso aos dados pessoais que a empresa guarda sobre ele, e avaliação de desempenho é dado pessoal. Quem ainda não tem a conta ligada a uma ficha de colaboradora ou colaborador vê uma mensagem explicando que precisa pedir o vínculo ao RH, em vez de uma tela vazia sem explicação.
Período, observações e metas:
Cada avaliação é amarrada a um mês de referência. O sistema não impõe um ritmo: a empresa pode avaliar por trimestre, por semestre ou uma vez ao ano, e o mês serve para ordenar o histórico e para não existirem duas avaliações do mesmo ciclo sem ninguém saber qual vale.
Além das notas, a avaliação tem dois campos de texto, e eles são a parte que a equipe lê:
- Observações: o que explica as notas. É aqui que entra o exemplo concreto, a situação que justificou o 2 e a que justificou o 5. Nota sem exemplo não muda comportamento.
- Metas para o próximo período: o que precisa estar diferente da próxima vez. Duas ou três, com algo observável em cada uma.
A avaliação pode ficar como rascunho enquanto está sendo escrita e virar finalizada quando está pronta, o que permite preparar a conversa com calma antes de ela existir como registro definitivo.
O histórico, e por que ele vale mais do que a nota do mês:
Uma avaliação isolada diz pouco. A série diz muito. Na tela de relatórios, o histórico de avaliações mostra a evolução dentro do período escolhido, ao lado da distribuição de pessoas por setor, da movimentação de pessoal e das solicitações por tipo, com exportação em planilha e versão para impressão.
Três leituras costumam aparecer já na primeira vez que alguém olha a série. A primeira é a pessoa que melhorou de forma consistente e nunca ouviu isso em voz alta. A segunda é o critério que está baixo na equipe inteira, que quase sempre é um problema de processo e não de gente. A terceira é quem avalia todo mundo com a mesma nota, o que significa que aquele gestor ou gestora precisa de apoio para dar retorno, e não de um formulário novo.
O que o TexRH não faz nesta parte:
Esta lista importa tanto quanto a anterior, porque é onde a maioria das páginas de venda mente.
- Não é avaliação 360 graus. Não existe avaliação por pares, por subordinados nem por clientes. Quem avalia é quem tem perfil de gestão, administração ou RH.
- Não tem autoavaliação. A pessoa avaliada lê o resultado, mas não preenche um formulário próprio.
- Os critérios não são configuráveis. São os seis descritos acima, iguais para todas as empresas.
- A nota não calcula bônus nem muda salário. O TexRH não tem remuneração variável, e nada acontece com a folha por causa de uma avaliação, até porque ele não faz folha de pagamento.
- Não existe plano de desenvolvimento formal. O campo de metas é texto livre, e não uma trilha com etapas e prazos.
- A avaliação não dispara e-mail. A pessoa avaliada descobre o resultado na conversa com quem avaliou, que é onde ele deveria ser dito mesmo.
- O critério de pontualidade não vem do relógio. O TexRH não registra ponto: o registro de jornada é o TexPonto, o ponto eletrônico da família Tex.
Se o que você precisa agora é organizar a entrada das pessoas, e não a avaliação delas, comece pela página sobre os documentos para admissão de funcionário.
Perguntas frequentes:
O que é avaliação de desempenho?
É o registro periódico de como uma pessoa vem entregando o trabalho dela, feito por quem acompanha o dia a dia. No TexRH, ela tem seis critérios com nota de 1 a 5, um campo de observações e um de metas para o período seguinte.
Quais critérios usar numa avaliação de desempenho?
Poucos e observáveis. O TexRH usa seis: produtividade, qualidade do trabalho, pontualidade e assiduidade, comunicação, trabalho em equipe, e iniciativa e proatividade. Lista longa leva quem avalia a preencher no automático, e aí a nota para de significar alguma coisa.
De quanto em quanto tempo avaliar a equipe?
O TexRH não impõe um ritmo: cada avaliação é amarrada a um mês de referência, e a empresa escolhe o ciclo. Trimestral funciona bem em equipe pequena, porque mantém a conversa frequente sem virar burocracia. O que não funciona é avaliar uma vez e abandonar.
A pessoa avaliada vê a própria avaliação?
Sim, e só a dela, apenas para leitura. É o direito de acesso do art. 18 da LGPD aplicado ao sistema: avaliação de desempenho é dado pessoal do titular. Quem tem perfil de colaboração não enxerga a avaliação de ninguém mais.
O TexRH faz avaliação 360 graus?
Não. Não há avaliação por pares, por subordinados nem autoavaliação. Quem avalia é a administração, o RH ou quem tem perfil de gestão, e cada avaliação fica registrada com o nome de quem a fez.
A avaliação de desempenho pode ser usada para demitir alguém?
A dispensa sem justa causa não exige motivo, então a avaliação não é condição para nada. Na prática, ela serve ao contrário: mostra se a pessoa foi avisada do problema e teve chance de corrigir. Avaliação não substitui advertência, e demitir logo depois de uma sequência de notas altas é o tipo de contradição que aparece numa discussão trabalhista.
Página atualizada em: 01/10/2026